quinta-feira, 26 de novembro de 2015

POESIA Temática: "Frio"


* Há frio

Há frio em mim
no deleite da saudade
no refúgio das angústias
na imensidão deste tempo meu
Há frio no meu coração
na dormência dos sentidos
na distância de momentos vividos
no infernizar desta dor
Há frio nas imanências de ser
nos sentimentos distorcidos
na desolação da separação
Há frio no mais profundo de mim
na ausência de ti
na superação desentendida
no mais intrépido da minha vida
Há frio neste sentimento à toa
no desejo de estar contigo
na perda de ti, meu amigo
no desencontro de nós
Há frio... muito e mais frio
nesta mágoa , nesta dor
neste tempo tão atroz
sem ti, meu Amor!



de:aileda/adeliavaz

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Causinhas minhas... POESIA

*Sem "Temática", à quarta-feira

Voam as palavras ao meu redor
juntam-se em frases feitas
alinham-se no tema preferido
em quartas o desenvolvo
nos sonhos, tempos de amor,
com agrado , sou simpática...
Gosto de letras em palavras
escritas, bem as releio
marcam-me no entremeio
numa ideia fabulástica
num contexto com sentido,
um tema, mais preferido...
Dou asas à imaginação,
crio momentos de prazer,
dou espírito às frases,
na poesia dos sentidos
assento a minha temática
no sublime do existir/ser!!!


À Quarta
Sem temática, escolhi o tema:
Faço da Poesia, meu lema!!!


 de:aileda/adeliavaz




domingo, 21 de junho de 2015

A Minha POESIA...

 (imagem da NET)

*Sei...

Sei...
sei o que é saber
aprender mais
ganhar informação
amealhar sabedoria
na corrente de saber
Sei...
sei da noite e do dia
da mágoa e da alegria
da força e energia
sei...
sei da persistência dum Eu
a querer e a fazer seu
o gostar e o amar
a miragem consequente
dum saber estar...
Sei...
da desenvoltura e do apego
do amor que não é cego
da aprendizagem de mim
Sei...
sei da eternidade sem fim
a imagem eloquente
compilando informação
no infinito do coração
que trago dentro de mim...

Sei...
 

de:aileda/adeliavaz



quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Minha POESIA...

(imagem da NET)

*Quando a noite cai...

vem calada
sorrateira
aninha-se na penumbra
deixada de sol
sol posto denuncia
cai a noite...
na sombra velada
há tempo
sem sombras de dia
lascívia anunciada
desapego de cor
imanências tais
intransigências
a derivar na paz
calada da noite
entre tudo
e todos os demais
se postula a energia
a força que deslumbra
da noite... para o dia...


Quando a noite cai...


de:aileda/adeliavaz

terça-feira, 9 de junho de 2015

"MEMÓRIAS de memória..." em Poesia declamada

A cortesia da poetisa Isabel Branco,  no seu Programa RTP "Dizer Poesia" (clica), com a Poesia de "MEMÓRIAS de memória..." - O LIVRO

 Isabel Branco



A Poesia

*KIANDA... KINTANDEIRA
 
tem cana-doce
docinha...
tem ginguba e cará
tem carambola
tem maracujá
Dona Minha!!!

de voz clara, neste pregão
rimado de gostoso sabor...
calcorreando
rematando...
era a filha do 'Bastião
um caso sério d'esplendor...

nas trancinhas... rematados
búzios e brancas continhas
eram tesouros alinhados
a dar jus às mais rainhas...

do pano pintado à maneira
naqueles motivos florais
sobressaíam
encobriam
desses produtos naturais
de deusa real... verdadeira

no rosto talhado a preceito
um esgar tímido e incerto
enfeitiçava... do tal jeito
era a Kianda do deserto...!!!

tem chá-capim
verdinho
tem fuba e mandioca
tem milho-doce
madurinho
tem macoka...

no caminhar gingado
argolas resplandecentes
se tocando
tilintando
no chamado às gentes
p'rá venda do apregoado...

agora a Kinda já vazia...
deixada na anca sem pressa
esperando o novo dia
sem pregão... ao Kimbo regressa…
 

*MAGIA DO DESERTO...

sob um céu nu
de nuvens despido
a tons d'azul e dourado...
no fio do horizonte
há terra à vista...
em extensas miragens
rasga-se o verde repassado...

gazelas saltitando
avestruzes se bamboleando
vivendo... estão
vivendo... vão

dando tempo ao tempo...
recortando o céu
espinheiras bravias
afagadas de vento...

em boa vizinhança
seculares welvitchias
são tempo dum tempo
em mote à perseverança...

e... ei-las a céu aberto
suas vaidades desfilando
exibindo-se ao mar sereno...
donas são... do deserto!!!

expositiva alegoria
nuances de saudade...
no deserto a magia
de tempo inacabado!!!        



de:aileda/adeliavaz

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O LIVRO de "POESIA de um Tempo com tempo..."


 «À Minha Família(...), bem como aos amigos que “gostam de me ler”, dedico estas “Memórias de memória”.»


 O LIVRO "Memórias de memória..." + CD


 
A minha primeira leitora... a Luana, minha neta

"MEMÓRIAS de memória..."



«(...) Neste “rolar” das minhas memórias deixei…
A minha expressão...
"espevitar" as palavrinhas...
dar-lhes toques sonantes...
torná-las imagens gritantes...
aquelas que são minhas...
e povoam no meu dia-a-dia...
tempos de sonho e...magia!...»

de:aileda/adeliavaz 


O LIVRO de "POESIA de um tempo com tempo..."

« “MEMÓRIAS DE MEMÓRIA” o miminho com que há muito desejei presentear todos os que comigo viveram a alegria de um tempo lindo, crescente de afectos, num lugar à beira-mar, onde o Sol brilhava durante o dia e, à noite, a Lua nos afagava de luar, sempre… “Entre o Mar e o Deserto”!!!»
Espero que gostem...






1ºLIVRO publicado.
 Este é um tempo meu.
Um tempo de emoções novas… Um sonho de criança...


Minha POESIA

*Um dia de cada vez

Entrar na roda da vida
rodar sem medo
sem pressas nem apegos
gravitar à volta do Eu
sem peso nem agravo
sentir a consciência
encher a alma
num sopro contido
apostar na inteligência
e viver...
um dia de cada vez...


A vida são dois dias
um para sentir
outro para curtir
a existência
o mundo
a viagem inacabada
no tempo que passa
veloz ao minuto
acelerado ao segundo
no sentido infinito
deste nosso mundo!


Um dia de cada vez...


de:aileda/adeliavaz




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

POESIA Temática: "Justiça"


*Justiça dos cegos

Nos pratos da balança
meio enferrujada
corroída pelo tempo
passado de longa vida...
num há uma fina areia
noutro a pepita dourada
pesam na mesma medida
o ponteiro acerta ao meio.
ao olhar de qualquer mortal
esta é uma verdade causal
a balança certa é regulada.


um ser invisual tacteando
espalha a areia no prato
a pepita dourada tocando
questiona se de facto
a balança estará certa
dum lado tanta fina areia
do outro uma só peça tateia.
e dizendo de sua justiça
que a balança não está certa
perturba a afirmação
duma situação correcta.


"Quem não vê não sente"
já lá dizia o velho ditado
"Ver para crer", por outro lado
são desígnios de sugestão.
Aos olhos abertos da justiça
sabendo que não é cega
a verdade vem à tona
após a investigação
há ignóbil que a nega...
pondo o preto no branco
incomode a gente ou não...
a balança pesa não mede.
assim a real conclusão:
faça-se justiça afinal
aos olhos da tal razão...


A justiça só será cega
se a balança estiver desregulada...
Areia pode atirar-se aos olhos
mas pepita agarra-se na mão...
tanto como um cego o faria
porque a balança não via...


de:aileda/adeliavaz





quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Causinhas minhas... em POESIA

*Perdidos e achados

Alguém perdeu
foi surrupiado de
algo foi arredado
do seu lugar
deixou de encontrar-se
não viu mais o pertence
?
então perdeu-se...
está perdido
deixa-se assim o recado
o anúncio à atenção
de quem ou alguém
que o tenha achado...


Na gaveta não está,
nem tão pouco no armário
na prateleira também não
atrás da porta...exagero
não seria esconderijo
para desvio dum ladrão


Se está tão perdido
poderá ser achado
ou talvez nunca encontrado
esperança não é só solução
nada como passar à acção
vasculhar por todo o lado


uma boa vassourada
sem uso d'aspirador
poderá servir de detective
mas procure por favor
em perdidos e achados
nos media tão apregoados...


O que estava perdido
já foi agora achado
o meu Eu autocontrolado
que nesta imprevista solidão
de mim se tinha desprendido
sem a devida autorização...


Perdidos e achados...
Num dia de confusão
deu slogan ao desvario
dum dia sem tal avio
na baralhada dum momento
quase tornado sofrimento...


"Essa é a missão da poesia:
Recuperar os pedaços perdidos de nós."

(Rubem Alves)



 de:aileda/adeliavaz






quarta-feira, 26 de novembro de 2014

POESIA Temática: "Beleza"

 "Beleza"

e...
não é que me pus a chorar...
hoje estou assim...
não é tristeza...
é o esticar de mim
é a beleza
é a ternura
no desfazer d'amargura
e...
pozinhos de prilim-pim-pim
na magia de ser...estar!

chorar.... a rir de mim
a rir... ao gostar de ser
de perceber beleza
na alma da gente
que chora
que ri
só porque sente
e...
ter de viver
a sentir...
que tudo é importante
tanto na beleza esplendor
como naquilo
que nos (des)agrada
sem (des)pudor
desinteressadamente
mesmo sem beleza
e...
a amar eternamente
num tamanho amor!



"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba..." (Madre Teresa)


de:aileda/adeliavaz