segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estou AKI... Colectânea de CONTOS "Beijos de Bicos"


  Meu Conto: "FLOR DE MARACUJÁ" está inserido nesta Colectânea:

  Um "cheirinho":

[... A tarde corria. Clara descansava… sonhadora…
Depois dum duche rapidinho, ali permanecia quietinha na rede. debaixo do telheiro.
O telheiro, o seu lugar preferido no quintal daquela acolhedora casa da família. Era um lugar fresquinho e acolhedor.
O telheiro estava lindo, naquela época do ano, de tão colorido de flores de cajueiro. Ou maracujá? Sim, flores de maracujá.
Lindas são as flores desta elegante trepadeira! Flores de maracujá. Estas flores tão exóticas, com o tamanho de uma grande rosa: cinco folhas mais grossas, verde no exterior, rosado no interior; sobre estas, postas em cruz, outras cinco púrpuras. Como num tono sanguíneo, vão armando quase um pavilhão feito de uma espécie de fios roxos, com mistura de branco. Flores de extraordinária beleza!
Flores de maracujá, tão exóticas, como os cajus, pseudofrutos, do cajueiro! O cajueiro é mágico, majestoso, simbólico… sonhar com o seu fruto há quem diga que traz sorte.
Clara sabe-o: estas são flores da paixão. Têm forma de uma coroa de espinhos. Talvez seja, por isso, que são associadas à paixão.
Paixão, esse fogo, calor do amor! (...)


Parecia mesmo uma bessangana! Aquele seu tom de pele castanho dourado, olhos escuros e vivaços, cabelo negro, arrepiado num toitiço feito a jeito de quem não quer mais que descansar… A faixa enrolada na cabeça, dava-lhe um ar altivo.

Uma bessangana perfeita. Só lhe faltava ter nascido na ilha de Luanda – Ilha do Cabo!

Filha do “puto” era ela. Não pensava assim…Sentia-se uma filha do seu deserto. Era uma filha do coração. A sua maninha, sim, é uma filha do deserto.

Saída aos oito anos dos Algarves, Clara bebeu, bebia, dia a dia, água do Curoca.

Quem bebe água do Curoca, quando longe do rio tem muita saudade....]


 
de: Adélia Vaz (aileda)


 

"Beijos de Bicos" - Ode aos afectos


Dizem que o amor é um tema batido, que não serve, que não está na moda.
Nós dizemos que é uma das mais essenciais manifestações do ser humano, que está presente em toda a parte e como tal não deve ser de estranhar que seja matéria de inspiração para a arte, e que não devemos ter medo de ser tão humanos quanto parecemos. Se ela imita a vida (será que imita?) então é natural que os sentimentos fundamentais estejam presentes em cada momento.
É a ditadura dos afectos sobre a expressão do mais íntimo e mais próprio ao humano. Assim a colectânea "Beijos de Bicos" procura ser mais um porto de abrigo para a criação literária que encontra neste tipo de sentimentos a sua inspiração.
Esta é mais uma oportunidade para dar a conhecer os talentos escondidos de quem escreve, mas porque nem só de letras se fazem os afectos desta vez teremos a fusão do talento fotográfico ao serviço da palavra escrita. 68 fotografias que procuram não simplesmente ilustrar mas dialogar com a verve literária dos nossos autores. Assim ganha forma esta colectânea, do trabalho e da inspiração de 68 escritores e uma fotógrafa, esperamos que gostem tanto de ler como nós gostámos de a fazer.
Pastelaria Estúdios Editora

Lançamento no próximo sábado, 23 de fevereiro, às 21h, aqui:

Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº 1
Lisboa





2 comentários:

Antonio Gallobar disse...

Bem interessante, parabens pelo belissimo blogue.

aileda disse...

Obrigada, António Gallobar!!! Sua visita me faz pedir-lhe q volte smepre...
Sausações poéticas p um novo leitor meu...