terça-feira, 19 de março de 2013

Hoje é Dia do Pai... Dia de S. José.


Recordo com saudade...

*O Meu Querido Pai (José)
 
O seu semblante
sempre carinhoso

os olhos que riam...
na mesma expressão
da sua boca
surtia o sorriso...
As mãos fortes e calejadas
nos braços
que sem medida
eu media os seus abraços...
Calmo, meigo, terno
Meu Querido Pai
era homem sereno...
Amigo de seu amigo
companheiro de horas boas
de tempos menos bons
protector no perigo
trabalhador honrado
sempre foi respeitado
sendo respeitador...
era o meu Pai Querido
um verdadeiro Senhor
que nos deu tanto Amor!!!

Obrigada, pelo que sou
Meu Pai querido
Meu orgulho....
meu Maior Amigo!!!
 
aileda/adeliavaz


FOTO: Meus Pais c meu 1º filhote
(Angola-Porto Alexandre)
 
 
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Sou Mulher... POESIA


 [Quarta-feira Temática "Mulher"]

*MULHER

E Deus criou a mulher...
De barro delineada  
curva sobre curva
alongada e desnuda
dum osso duro de roer...
essa costela masculina
que tanto lhe dá prazer...

Passeando-se altiva
corajosa e ladina
a mulher do paraíso
sem pecado nascida
é dominadora ...a diva
pecadora com perdão
tenta o mais céptico Adão...

Ela é rainha no lar
na criação a perfeita
amante ... a fazer amar
investe na elegância
da sensatez faz obra
vai na passada direita
rejeita o que lhe sobra...

Como um Sol ardente
na vida a dois... brilhante  
à altura do seu salto alto
capaz nos seus heroísmos
naquele génio imensurável
no palco da vida... amante
anjo... demónio insondável...

Em toque de ingenuidade
é cérebro... luz... amor
sonhadora deslumbrante
torna-se lagoa estonteante
num oásis  de vaidade
como estrela cintilante
conquista almas com fervor...

Como rouxinol cantador
tanto pura como devassa
do seu jeito cativante 
companheira na solidão
seu carinho ultrapassa...
na dor do seu amante
é céu, estrela...consolação...

E... Deus criou a Mulher...
duma costela de Adão!!!


de:aileda/adeliavaz

 (imagem da Net)


*MULHER

E Deus criou a mulher...
De barro delineada
curva sobre curva
alongada e desnuda
dum osso duro de roer...
essa costela masculina
que tanto lhe dá prazer...

Passeando-se altiva
corajosa e ladina
a mulher do paraíso
sem pecado nascida
é dominadora ...a diva
pecadora com perdão
tenta o mais céptico Adão...

Ela é rainha no lar
na criação a perfeita
amante ... a fazer amar
investe na elegância
da sensatez faz obra
vai na passada direita
rejeita o que lhe sobra...

Como um Sol ardente
na vida a dois... brilhante
à altura do seu salto alto
capaz nos seus heroísmos
naquele génio imensurável
no palco da vida... amante
anjo... demónio insondável...

Em toque de ingenuidade
é cérebro... luz... amor
sonhadora deslumbrante
torna-se lagoa estonteante
num oásis de vaidade
como estrela cintilante
conquista almas com fervor...

Como rouxinol cantador
tanto pura como devassa
do seu jeito cativante
companheira na solidão
seu carinho ultrapassa...
na dor do seu amante
é céu, estrela...consolação...

E... Deus criou a Mulher...
duma costela de Adão!!!


 
de:aileda/adeliavaz

terça-feira, 5 de março de 2013

FLOR DE MARACUJÁ... um conto de Adélia Vaz

Era uma vez....


 


Aí está a "Clara"... numa história de amor doce e terno, como uma flor enigmática e colorida - "flor de maracujá"
 



Há sempre um Tempo... no tempo meu... tempo de expressão
(Adélia Vaz)

Estou AKI... "Beijos de Bicos" (Colectânea de Contos)

Foto

Chegou...
"Beijos de Bicos" com meu Conto "Flor de Maracujá"!!!
É sempre emocionante ter nas mãos um Livro que contém uma parte de nós... (Sinto assim)...
 
O "Beijos de Bicos" está recheado de histórias d'AMOR... (li por alto, como se diz...) mas percebi que está muito completo na temática sustentada em "Histórias de Amor"... (68 co-autores é obra!!!)
A Pastelaria Estudios Editora mais uma vez está de Parabéns...
Bem haja, aos editores, bons "beijos de bico" Teresa Maria Queiroz e as fotos/ilustrações de Helena Lagartinho

Esta é a minha 1ª experiência 
na publicação de um Conto.
Foto 
Em "Beijos de Bicos" estão compilados Contos de novos autores.
Foto 




São Histórias de Amor... 
de afectos... 
de sentimentos ...
na expressão de cada autor... 










" (...) O dia nascia. Sem pedir licença, pelas persianas entreabertas, vinha o Sol.
Lá fora, o canto brejeiro dos passarinhos. Imensos sons se cruzavam.
Havia música no ar!
Clara levantava-se..."  
(pp: 343 )

Nós em ... POESIA

*Naquele passeio...

A tarde estava fria
o sol alí caído
no horizonte se ia...
A praia era nua
a areia movida
nas nossas pegadas
Tu a meu lado
naquele passeio calmo
ao fim da tarde
de mãos dadas
eu era tua...
sentia-me envolvida
na tua presença
firme e segura
deixada de ausência
de temores
d'amores... da saudade...
A par éramos o par
em parceria na vida
caminhavas comigo
numa toada doce
sussurante
tua voz me dizia:
P'ra sempre Querida...
Esta é minha Felicidade!
 

de: aileda/adeliavaz

sábado, 2 de março de 2013

Causinhas minhas... POESIA

*Hoje apeteceu-me escrever...

Apetecia-me
escrever sobre...
(tanto me vem à memória)
escrever um conto
uma breve história...
escrever a dúvida
a vingança cruel
o descontentamento
a irresponsabilidade...
escrever sem papel
sem tinta nem lápis
grafia em branco
palavras invisíveis
coisas e causas sentidas
sentimentos desprezíveis
que aqui dentro de mim
andam mesmo a monte...
não escrever a vaidade
nem o mau pressentimento
ou uma acção inglória...
escrever... hoje já não
não escrevo e pronto!
no papel branco inutilizado
de tinta preta borrado
era uma vez um conto
que me apetecia escrever
agora passou à história
apagado... (era pobre)
morreu na minha memória...

de:aileda/adeliavaz

(imagem da NET)




sábado, 23 de fevereiro de 2013

Causinhas minhas... Poesia

  (imagem da NET)
 


*Falsidade

O inferno
à minha estrada subira
 
por línguas de fogo perseguida

me sentia
queimavam-me-se os pés
sem pisar...
sobre mim uma noite de breu
se abria...
Numa infinidade de combinações...
como óleo sobre água
agora um tal calor
fervia
sentia-me de alma ferida...

A Amizade...
por mim passava agora
modesta
bem entende ela
eu não estar bem
sentir-me besta
nossa dualidade
limitações
bem contém
a mesma semelhança
espiritualidade
consenso de opiniões
identidade
no entender a vida
ao raiar de sensações...
É a verdade!!!

Ali o inferno do ciúme
o amigo maldoso
tornado animal
selvagem
abrasa meu espírito
na passagem...
De aparência formosa
espantoso
aponta-me o caminho final
numa verdade
de cabeça para baixo
perigoso
num desafecto irreal
um sorriso me oferece
maldoso
na falta de contradição
furioso
sua falsa teia tece
numa amizade coroada
com tamanho gosto
É agora o rosto...
da FALSIDADE!!!


 
de:aileda/adeliavaz



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estou AKI... Colectânea de CONTOS "Beijos de Bicos"


  Meu Conto: "FLOR DE MARACUJÁ" está inserido nesta Colectânea:

  Um "cheirinho":

[... A tarde corria. Clara descansava… sonhadora…
Depois dum duche rapidinho, ali permanecia quietinha na rede. debaixo do telheiro.
O telheiro, o seu lugar preferido no quintal daquela acolhedora casa da família. Era um lugar fresquinho e acolhedor.
O telheiro estava lindo, naquela época do ano, de tão colorido de flores de cajueiro. Ou maracujá? Sim, flores de maracujá.
Lindas são as flores desta elegante trepadeira! Flores de maracujá. Estas flores tão exóticas, com o tamanho de uma grande rosa: cinco folhas mais grossas, verde no exterior, rosado no interior; sobre estas, postas em cruz, outras cinco púrpuras. Como num tono sanguíneo, vão armando quase um pavilhão feito de uma espécie de fios roxos, com mistura de branco. Flores de extraordinária beleza!
Flores de maracujá, tão exóticas, como os cajus, pseudofrutos, do cajueiro! O cajueiro é mágico, majestoso, simbólico… sonhar com o seu fruto há quem diga que traz sorte.
Clara sabe-o: estas são flores da paixão. Têm forma de uma coroa de espinhos. Talvez seja, por isso, que são associadas à paixão.
Paixão, esse fogo, calor do amor! (...)


Parecia mesmo uma bessangana! Aquele seu tom de pele castanho dourado, olhos escuros e vivaços, cabelo negro, arrepiado num toitiço feito a jeito de quem não quer mais que descansar… A faixa enrolada na cabeça, dava-lhe um ar altivo.

Uma bessangana perfeita. Só lhe faltava ter nascido na ilha de Luanda – Ilha do Cabo!

Filha do “puto” era ela. Não pensava assim…Sentia-se uma filha do seu deserto. Era uma filha do coração. A sua maninha, sim, é uma filha do deserto.

Saída aos oito anos dos Algarves, Clara bebeu, bebia, dia a dia, água do Curoca.

Quem bebe água do Curoca, quando longe do rio tem muita saudade....]


 
de: Adélia Vaz (aileda)


 

"Beijos de Bicos" - Ode aos afectos


Dizem que o amor é um tema batido, que não serve, que não está na moda.
Nós dizemos que é uma das mais essenciais manifestações do ser humano, que está presente em toda a parte e como tal não deve ser de estranhar que seja matéria de inspiração para a arte, e que não devemos ter medo de ser tão humanos quanto parecemos. Se ela imita a vida (será que imita?) então é natural que os sentimentos fundamentais estejam presentes em cada momento.
É a ditadura dos afectos sobre a expressão do mais íntimo e mais próprio ao humano. Assim a colectânea "Beijos de Bicos" procura ser mais um porto de abrigo para a criação literária que encontra neste tipo de sentimentos a sua inspiração.
Esta é mais uma oportunidade para dar a conhecer os talentos escondidos de quem escreve, mas porque nem só de letras se fazem os afectos desta vez teremos a fusão do talento fotográfico ao serviço da palavra escrita. 68 fotografias que procuram não simplesmente ilustrar mas dialogar com a verve literária dos nossos autores. Assim ganha forma esta colectânea, do trabalho e da inspiração de 68 escritores e uma fotógrafa, esperamos que gostem tanto de ler como nós gostámos de a fazer.
Pastelaria Estúdios Editora

Lançamento no próximo sábado, 23 de fevereiro, às 21h, aqui:

Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº 1
Lisboa





sábado, 26 de janeiro de 2013

Causinhas minhas...(POESIA)

 (imagem da NET)

 

*Um Mar de Palavras...

Olá. Bom dia.
Passou bem. Como vai.
Estou por aqui.
Já tinha saudades...
Que rica vida!
Tristeza de dia...
Livra-te de...
Nunca me contas nada
Desculpa, vou atrasada...
Sabias que a ...
Vai dessa para melhor...
Era só o que faltava!
Falas assim porquê?
Nada mais me interessa
Partiu o vidro do carro?
Estatelei-me na cozinha
Estou farta da limpezas
Cozinhar é comigo
Detesto engomar...
Nada de tristezas!
Acredita, não consigo...
Onde pensas tu que vais?
Estar de férias é demais...
Chega de conversa!
Já não tomo café
estou com muita pressa...

Palavras que se colam
copiam e recopiam
em frases que não descolam
de dia à noite... dia a dia...
Passam de bocas em bocas
desatinam ou consolam
um mar de palavras ditas
que se afogam nas alegrias
nos reencontros e visitas
enchem ouvidos mais mocos
são por vezes salva vidas
confortadoras ou comparadas
nadam em águas paradas
São elixir de vivências
Mar de palavras... coincidências?

["Um Mar de palavras"... mergulho profundo na comunicação banal do nosso dia a dia]


 


de:aileda/adeliavaz

Causinhas minhas (Poesia)

 (imagem da NET)


*Quando eu não estiver...
 

Nas mágoas de viver
há alegrias de estar...
passam por nós sem nos ver
 

Essas tais mágoas sentidas
desatinam nosso espírito
sem nos deixar perceber
uma vida bela... são bandidas!

Quando eu não estiver...
talvez o mundo possa desabar
por ele (esse mundo) saber
que a vida minha foi alegria
caminhei firme sem parar
amei tudo o que queria
 
com mágoas não quis ficar...

Gostava de deixar uma imagem
uma alegoria para ser amada...
um montão de facetas iguais
ao canto belo dum colibri
onde há sonoridades tais...
Minha voz surda fosse recordada
naquilo que digo... naquilo que vivi...

Quando eu não estiver...
Estou... continuo...sigo apeada
meu espírito voará por aí...
Então estarei... onde estiver
liberta de mágoas na alegria
de me sentir tão amada
para sempre ...dia após dia...

Quando eu não estiver...

 

de:aileda/adeliavaz



Há sempre um Tempo...

 (imagem da NET)

*Um Frio especial
 

Fazia frio... muito frio
esfriava a minha alma
eu dava tudo de mim
 

sentia-me num arrepio
e era mesmo assim...
mantinha-me na calma

Era quente ou era frio?
Ora... quem diria!!!
Brincando de "que é que é"
procurando onde está o quê
tá frio... sempre eu me dizia
onde está... que não se vê ?

Numa tardinha como outras
meninas correndo afogueadas
aquecidas de alegrias tantas...
do frio muito bem agasalhadas
(capinhas sobre as roupas)
enfeitavam-se de gargalhadas...

Frio... no calor da energia
da criançada mais felizarda
brincando ao frio na sua rua
quente... frio... quem sabia?
Frio no calor da algazarra
Trazia a rua sempre animada...

Aquele frio guardo-o com carinho
trago-o nas tais lembranças..
sinto-o enrubescer minhas faces...
Este novo frio que hoje sinto
por vezes afasta as esperanças
de sentir aquele tal friozinho...



de:aileda/adeliavaz


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dia da Liberdade - 23 Janeiro

  (imagem da NET)
 
 

*Liberdade (?)

Corre um cavalo na pradaria
saltita uma lebre de toca em toca

voa imponente uma águia nas alturas
nadam patos bravos num lago
voam borboletas de flor em flor
no mar profundo nadam peixinhos
da mão duma doce criança
soltam-se coloridos balõezinhos
entra pela janela sem pedir licença
o sol abrasador dum intenso verão
o vento sopra... cai a chuvinha
pica meu braço um tal mosquito
quase a dizer-me: liberdade é isto...


Na azáfama urbana um mundo cão...
grita a vizinha à filha mal comportada
raspa-se do mal feito o menino ladrão
marca o ponto o empregado assalariado
toca a sineta para a saída da escola
os carros travam na passagem de peão
fecham-se as portas de igrejas à hora certa
o que se faz e o que se deve fazer
tudo tão controlado pelo tal chefão
Liberdade...liberdade.. gritam oprimidos
com ou não... dizem de sua razão
os crentes erguem os braços ao céu
pedem justiça...liberdade... em oração

Há passos marcados de marchantes
serão soldados que auguram a paz
há vozes inaudíveis de governantes
a cochichar liberdades arrepiantes
tudo a bem dum povo e duma nação...
iluminando o mundo está a "Liberdade"
em profecia a uma tal desambiguação
ao que mais alto se ergue será verdade (?)
lá no alto... no etéreo... brilha a lua marota
traz consigo o tal mistério na sua mutação
pomba branca cruzando os céus traz paz
menino de rua de calção roto é garoto
arquinho na mão tem liberdade na sua idade (?)


Liberdade... onde estás na falta de submissão
LIberdade ... nesta servidão contemporânea
Liberdade... sem autonomia no dia a dia
Liberdade... sem carga racional espontânea
Liberdade a respeitadora da natureza humana
Liberdade ... como te constituis então (?)
Nas asas dum passarinho ou no voo das borboletas
na corrida daquele branco cavalo belo alazão
no brilhar da Lua que sempre nos faz caretas
no bailado dos peixinhos no fundo do mar
no balãozinho que um menino deixou voar
ou na picada voluntária do tal mosquito
que teve a notória liberdade de me picar (?)
 


  de:aileda/adelivaz