sábado, 23 de fevereiro de 2013

Causinhas minhas... Poesia

  (imagem da NET)
 


*Falsidade

O inferno
à minha estrada subira
 
por línguas de fogo perseguida

me sentia
queimavam-me-se os pés
sem pisar...
sobre mim uma noite de breu
se abria...
Numa infinidade de combinações...
como óleo sobre água
agora um tal calor
fervia
sentia-me de alma ferida...

A Amizade...
por mim passava agora
modesta
bem entende ela
eu não estar bem
sentir-me besta
nossa dualidade
limitações
bem contém
a mesma semelhança
espiritualidade
consenso de opiniões
identidade
no entender a vida
ao raiar de sensações...
É a verdade!!!

Ali o inferno do ciúme
o amigo maldoso
tornado animal
selvagem
abrasa meu espírito
na passagem...
De aparência formosa
espantoso
aponta-me o caminho final
numa verdade
de cabeça para baixo
perigoso
num desafecto irreal
um sorriso me oferece
maldoso
na falta de contradição
furioso
sua falsa teia tece
numa amizade coroada
com tamanho gosto
É agora o rosto...
da FALSIDADE!!!


 
de:aileda/adeliavaz



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estou AKI... Colectânea de CONTOS "Beijos de Bicos"


  Meu Conto: "FLOR DE MARACUJÁ" está inserido nesta Colectânea:

  Um "cheirinho":

[... A tarde corria. Clara descansava… sonhadora…
Depois dum duche rapidinho, ali permanecia quietinha na rede. debaixo do telheiro.
O telheiro, o seu lugar preferido no quintal daquela acolhedora casa da família. Era um lugar fresquinho e acolhedor.
O telheiro estava lindo, naquela época do ano, de tão colorido de flores de cajueiro. Ou maracujá? Sim, flores de maracujá.
Lindas são as flores desta elegante trepadeira! Flores de maracujá. Estas flores tão exóticas, com o tamanho de uma grande rosa: cinco folhas mais grossas, verde no exterior, rosado no interior; sobre estas, postas em cruz, outras cinco púrpuras. Como num tono sanguíneo, vão armando quase um pavilhão feito de uma espécie de fios roxos, com mistura de branco. Flores de extraordinária beleza!
Flores de maracujá, tão exóticas, como os cajus, pseudofrutos, do cajueiro! O cajueiro é mágico, majestoso, simbólico… sonhar com o seu fruto há quem diga que traz sorte.
Clara sabe-o: estas são flores da paixão. Têm forma de uma coroa de espinhos. Talvez seja, por isso, que são associadas à paixão.
Paixão, esse fogo, calor do amor! (...)


Parecia mesmo uma bessangana! Aquele seu tom de pele castanho dourado, olhos escuros e vivaços, cabelo negro, arrepiado num toitiço feito a jeito de quem não quer mais que descansar… A faixa enrolada na cabeça, dava-lhe um ar altivo.

Uma bessangana perfeita. Só lhe faltava ter nascido na ilha de Luanda – Ilha do Cabo!

Filha do “puto” era ela. Não pensava assim…Sentia-se uma filha do seu deserto. Era uma filha do coração. A sua maninha, sim, é uma filha do deserto.

Saída aos oito anos dos Algarves, Clara bebeu, bebia, dia a dia, água do Curoca.

Quem bebe água do Curoca, quando longe do rio tem muita saudade....]


 
de: Adélia Vaz (aileda)


 

"Beijos de Bicos" - Ode aos afectos


Dizem que o amor é um tema batido, que não serve, que não está na moda.
Nós dizemos que é uma das mais essenciais manifestações do ser humano, que está presente em toda a parte e como tal não deve ser de estranhar que seja matéria de inspiração para a arte, e que não devemos ter medo de ser tão humanos quanto parecemos. Se ela imita a vida (será que imita?) então é natural que os sentimentos fundamentais estejam presentes em cada momento.
É a ditadura dos afectos sobre a expressão do mais íntimo e mais próprio ao humano. Assim a colectânea "Beijos de Bicos" procura ser mais um porto de abrigo para a criação literária que encontra neste tipo de sentimentos a sua inspiração.
Esta é mais uma oportunidade para dar a conhecer os talentos escondidos de quem escreve, mas porque nem só de letras se fazem os afectos desta vez teremos a fusão do talento fotográfico ao serviço da palavra escrita. 68 fotografias que procuram não simplesmente ilustrar mas dialogar com a verve literária dos nossos autores. Assim ganha forma esta colectânea, do trabalho e da inspiração de 68 escritores e uma fotógrafa, esperamos que gostem tanto de ler como nós gostámos de a fazer.
Pastelaria Estúdios Editora

Lançamento no próximo sábado, 23 de fevereiro, às 21h, aqui:

Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº 1
Lisboa





sábado, 26 de janeiro de 2013

Causinhas minhas...(POESIA)

 (imagem da NET)

 

*Um Mar de Palavras...

Olá. Bom dia.
Passou bem. Como vai.
Estou por aqui.
Já tinha saudades...
Que rica vida!
Tristeza de dia...
Livra-te de...
Nunca me contas nada
Desculpa, vou atrasada...
Sabias que a ...
Vai dessa para melhor...
Era só o que faltava!
Falas assim porquê?
Nada mais me interessa
Partiu o vidro do carro?
Estatelei-me na cozinha
Estou farta da limpezas
Cozinhar é comigo
Detesto engomar...
Nada de tristezas!
Acredita, não consigo...
Onde pensas tu que vais?
Estar de férias é demais...
Chega de conversa!
Já não tomo café
estou com muita pressa...

Palavras que se colam
copiam e recopiam
em frases que não descolam
de dia à noite... dia a dia...
Passam de bocas em bocas
desatinam ou consolam
um mar de palavras ditas
que se afogam nas alegrias
nos reencontros e visitas
enchem ouvidos mais mocos
são por vezes salva vidas
confortadoras ou comparadas
nadam em águas paradas
São elixir de vivências
Mar de palavras... coincidências?

["Um Mar de palavras"... mergulho profundo na comunicação banal do nosso dia a dia]


 


de:aileda/adeliavaz

Causinhas minhas (Poesia)

 (imagem da NET)


*Quando eu não estiver...
 

Nas mágoas de viver
há alegrias de estar...
passam por nós sem nos ver
 

Essas tais mágoas sentidas
desatinam nosso espírito
sem nos deixar perceber
uma vida bela... são bandidas!

Quando eu não estiver...
talvez o mundo possa desabar
por ele (esse mundo) saber
que a vida minha foi alegria
caminhei firme sem parar
amei tudo o que queria
 
com mágoas não quis ficar...

Gostava de deixar uma imagem
uma alegoria para ser amada...
um montão de facetas iguais
ao canto belo dum colibri
onde há sonoridades tais...
Minha voz surda fosse recordada
naquilo que digo... naquilo que vivi...

Quando eu não estiver...
Estou... continuo...sigo apeada
meu espírito voará por aí...
Então estarei... onde estiver
liberta de mágoas na alegria
de me sentir tão amada
para sempre ...dia após dia...

Quando eu não estiver...

 

de:aileda/adeliavaz



Há sempre um Tempo...

 (imagem da NET)

*Um Frio especial
 

Fazia frio... muito frio
esfriava a minha alma
eu dava tudo de mim
 

sentia-me num arrepio
e era mesmo assim...
mantinha-me na calma

Era quente ou era frio?
Ora... quem diria!!!
Brincando de "que é que é"
procurando onde está o quê
tá frio... sempre eu me dizia
onde está... que não se vê ?

Numa tardinha como outras
meninas correndo afogueadas
aquecidas de alegrias tantas...
do frio muito bem agasalhadas
(capinhas sobre as roupas)
enfeitavam-se de gargalhadas...

Frio... no calor da energia
da criançada mais felizarda
brincando ao frio na sua rua
quente... frio... quem sabia?
Frio no calor da algazarra
Trazia a rua sempre animada...

Aquele frio guardo-o com carinho
trago-o nas tais lembranças..
sinto-o enrubescer minhas faces...
Este novo frio que hoje sinto
por vezes afasta as esperanças
de sentir aquele tal friozinho...



de:aileda/adeliavaz


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dia da Liberdade - 23 Janeiro

  (imagem da NET)
 
 

*Liberdade (?)

Corre um cavalo na pradaria
saltita uma lebre de toca em toca

voa imponente uma águia nas alturas
nadam patos bravos num lago
voam borboletas de flor em flor
no mar profundo nadam peixinhos
da mão duma doce criança
soltam-se coloridos balõezinhos
entra pela janela sem pedir licença
o sol abrasador dum intenso verão
o vento sopra... cai a chuvinha
pica meu braço um tal mosquito
quase a dizer-me: liberdade é isto...


Na azáfama urbana um mundo cão...
grita a vizinha à filha mal comportada
raspa-se do mal feito o menino ladrão
marca o ponto o empregado assalariado
toca a sineta para a saída da escola
os carros travam na passagem de peão
fecham-se as portas de igrejas à hora certa
o que se faz e o que se deve fazer
tudo tão controlado pelo tal chefão
Liberdade...liberdade.. gritam oprimidos
com ou não... dizem de sua razão
os crentes erguem os braços ao céu
pedem justiça...liberdade... em oração

Há passos marcados de marchantes
serão soldados que auguram a paz
há vozes inaudíveis de governantes
a cochichar liberdades arrepiantes
tudo a bem dum povo e duma nação...
iluminando o mundo está a "Liberdade"
em profecia a uma tal desambiguação
ao que mais alto se ergue será verdade (?)
lá no alto... no etéreo... brilha a lua marota
traz consigo o tal mistério na sua mutação
pomba branca cruzando os céus traz paz
menino de rua de calção roto é garoto
arquinho na mão tem liberdade na sua idade (?)


Liberdade... onde estás na falta de submissão
LIberdade ... nesta servidão contemporânea
Liberdade... sem autonomia no dia a dia
Liberdade... sem carga racional espontânea
Liberdade a respeitadora da natureza humana
Liberdade ... como te constituis então (?)
Nas asas dum passarinho ou no voo das borboletas
na corrida daquele branco cavalo belo alazão
no brilhar da Lua que sempre nos faz caretas
no bailado dos peixinhos no fundo do mar
no balãozinho que um menino deixou voar
ou na picada voluntária do tal mosquito
que teve a notória liberdade de me picar (?)
 


  de:aileda/adelivaz
 
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

causinhas minhas... POESIA

 (imagem da NET)
 
*VONTADE...


Vontade sempre me faz pensar:
Tenho fome ou vontade de comer?
Sentindo vontade ou não
algo me disse: fica à vontade
Procuro a minha vontade...
Vontade doce: um poema escrever
como sentir vontade de vencer
E nesta hora a falar mais alto
a vontade de viver no dizer:
Deu-me a vontade de ter vontade...

Nesta vontade de uma coisa doce
vontade da mente é semente
abre-se a inteligência... à vontade
como um poder de transformação
qual florzinha delicada a crescer
nessa força de vontade de sair
de terra seca, aninhada em semente...

Independente da nossa vontade
nascemos ... vontade sem hora
anuncia nosso dia de estar cá fora!
O sol que o nosso corpo aquece
elevado grau de força de vontade
alimentador... é a nossa vida
vontade de fazer ou ter alguma coisa

Mesmo quando tudo tão vazio parece,
sem vontade de pedir ou dar carinho
há uma força de vontade inabalável
na vontade de alguns, que não fenece...
Há vontade de desistir, em tanta gente
é preciso vontade p'ra olhar em frente
dar a volta, nunca desitir... é urgente!

Doce vontade... Vontade de ti...
Senta-te e sente-te à vontade!
Deu uma vontade de te ter aqui...
Vontade de sentir um abracinho
mais louca vontade de estar...
com verdade ou mentira, sem medo,
vontade de ser feliz... meu segredo!


 
 
 
de:aileda/adeliavaz
 
 
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

causinhas minhas...POESIA

Aproximam-se as FESTAS... já é Dezembro...
(amigas leitoras... especial p vós)



*Os Vestidos Pretos
 

"Nada como um vestido preto"
elegante e requintado
na cor mais descreta
linhas direitas

corpos colados
cinturas estreitas
ancas retocadas
decotes subidos
ou peitos desnudados
costas nuas
ou fecho corrido
preto este vestido
dá um ar recatado
simples ou afamadas
mulheres em toque de fadas
onde passam são admiradas

Que jeito dá um vestido preto!

Vai ao casamento da afilhada
está no banquete da empresa
vai à festa da amiga jubilada
está no rendez-vous da nobreza
e na ópera é o mais trivial
sempre de vestido preto
há condolências em funeral...

Dizem que faz toilette

com vestido preto usar
gargantilha de brilhantes
rosa vermelha ao peito
ou pérolas dum colar
até uma echarpe lamé
ou um cinturão enlaçado...
tornam as senhoras elegantes

É notório que um vestido preto

torna a dama mais coquete
fica pronta p'ra arrasar
faz inveja às semelhantes
algumas com menos jeito
outras que odeiam preto...
Talhado bem ao nosso jeito
com uma tal classe usado
faz aquele tamanho efeito
dum modelito recém comprado...

"Nada como um vestido preto!"



 
 
de:aileda/adeliavaz
 
 
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

causinhas minhas por AKI... Poesia



Para todos/as meus Leitores fiéis...

 

*Palavras que sinto… sentindo sem palavras

Há palavras que sinto
Gritos de alma

Palavras com magia
com encanto
Sentindo sem palavras
Impacto de emoções...
Jogo de palavras
com e sem melancolia
a filtrar sensações
com e sem saudade...

Há palavras que sinto

Compreensão e bondade
saber perdoar
ser tolerante
Palavras sem vazio...
Sentindo sem palavras
coisas deliciosas
dos outros e de mim
coisas frágeis
descontentamento
incómodo que dói...
sair de cena
desaparecer sem dizer
viajar no infinito...

Há palavras que sinto

O maravilhoso
simples e belo
acessível no momento
fazendo com que tudo aconteça...
fácil na hora
no tempo de ficar
ou ir embora...
Sentindo sem palavras
vontade de chorar
desejar abraços...
aos meus lugares voltar
querer manter os laços
ficar perto de mim
manter a promessa...
O infinito não acaba
é nunca… ou sempre...

Há palavras que sinto

Sentindo sem palavras…


 
..."Há três coisas que nunca voltam atrás, a água que corre na ribeira, a flecha lançada e a palavra pronunciada!" (provérbio chinês)

de:aileda/adeliavaz

causinhs minhas... Poesia

 (imagem da NET)

*Mas que coisa!!!

 
Passar o dia a correr...
sem andar a andar
andar mesmo parada
ver tudo ao pormenor

sem afinal ver nada
para trás e para a frente
vai aqui... vai ali
sem entender que sou gente
dou comigo a sentir...
Tenho um corpo estafado
uns olhos já com lunetas
uma coração aconchegado
mas estou cansada das pernetas
Penso e penso... em tudo
resolvo... não resolvo
afinal se não me cuido
desta é que me envolvo
envolvo-me na tal canseira
dizem que é da idade
mas se sou menina inteira
como posso ser D. Piedade?
Ficava-me bem melhor
um daqueles apelidos
coisa de santa ou consoladora
que de boca cheia até fala
mastigando uns pevides...
Que figura me estou a dar!
Nada dissso sou uma Senhora
Olhem bem que nada me rala...
Sou uma rapariga que sabe estar
caladinha sem falar de ninguém
E se fosse Caridade... isso sim
seria um bom arquétipo
Sair sempre à rua direitinha
lencinho de seda ao pescoço
casaquinho com arminho
e... não mastigar tremoço...
Mas eu sou doutra esfera
gosto de tudo o que é prático
salto alto é mais rápido
casacão para cobrir a frieza
mala posta ao ombro
com tudo o que ali precisa
uma dama que vende riqueza
Acreditem... ricos são os amigos
aqueles que sem castigos
gostam de prosear comigo..
Levam sempre um presentinho
uma bolsinha de carinho
um beijinho doce de mel
Sou deles... a amiga mais fiel !


 
de:aileda/adeliavaz
(num dia como outro)



domingo, 2 de dezembro de 2012

Memórias de memória... Poesia

 FOTO da NET: "Chuva no deserto"

*A FESTA da CHUVA

Lá no meu deserto
onde a areia se escorre
com as levadas duma garroa
o tempo é quente

húmido de neblinas
abençoados cacimbos
deixando da noite p'ro dia
umas gotinhas pingos
naquela vegetação rasteira
E... no areal de fina areia
quando vento vem soprar
há uma chuva d'areia
que circula pelo ar
não pinga... voa...voa
e cai... cai de fininho
como chuvinha a picar...

Então chega um ano

em que o céu vira engano
uma cor vinho tinto
entremeada de azul indigo
lá se pinta de repente...
É a festa da mulecagem
na escola tudo à janela
Lá vem chuva... lá vem ela...
Até a professora espreita
olhando o céu que já pinga
à ordem de saída
p'ra rua uma corrida
braços abertos ao céu
a chuva cai mais grossa
maior é o escarcéu...
No chão já faz poça
as batas branquinhas
ao corpo coladinhas
É a chuva que chegou
festa de chuva molhada
até há quem nunca a provou
dada a idade menos avançada...

Mais parecem uns garajaus

gaivinas ou outra pernalta
depois dum belo mergulho
água de mar ali não falta...
Há gritinhos de guerra
alarido de satisfação
Há chuva na nossa terra
cai... pinga... molha
mas não tem maldição
molha que molha... molha
cai chuva no nosso coração...

Recordação de um tempo

onde a vida era criança
até chuva temporária
ocasional... era esperança
Parece estória lendária
p'ra quem nunca viveu
uma festa como esta...
Na FESTA da CHUVA
tanto me diverti EU!



de:aileda/adeliavaz
(in "memórias de memória de aileda")


sábado, 24 de novembro de 2012

Causinhas minhas... POESIA

 (imagem da NET)



*Havia sol?
 

Hoje o dia acordou sombrio
havia sol
mas não para mim
o azul do céu

via-o cinzento
as árvores sem copas
entrelaçavam os ramos
num frenesim
esqueci-me de mim
Era dia de quê
de fazer o quê
para que nascia o dia?
Perguntas e mais perguntas
sem respostas
Onde estou eu?
Presa, guilhotinada
esquecida do meu eu
será que por aqui não sou nada?
Ouço... não perco os sentidos
há mãos que se estendem
para ajudar-me...será?
Não sei o que quero
Sei que o que não quero...
ficar perdida...não!


 
de:aileda/adeliavaz
 
 

Causinhas minhas... POesia

 (imagem da NET)


*Poema para Ti...

Nada de poemas de amores
ou de desamores
Nada de coisas sentidas

em emoções carnais
Nada de flechas cupidas
assumidas de joviais
Nada como um poema
poema casual e surgido
apelando ao ser banal
Nada como acasalar
momentos reais
sentimentos objectivos
Nada como ser poema
na palavra simplesinha
naquela lufada de ar
d'alguém modesto demais
Nada como descomplicar
o poema que te quero dar
cumplicidade, sem complexo
Poema de mim... meu reflexo!
 


de:aileda/adeliavaz
 
 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MInha Poesia na RDPInternacional

[Para ouvir, clica abaixo]

Sem palavras... 
Adélia Vaz presenteada pela sua Poetisa "Azulinha" , a amiga Isabel Branco, no seu Programa "Dizer Poesia" na RDP Internacional (nova emissão hoje, dia 20Nov às 22:30).


Obrigada, minha amiga linda!!! Isabel Branco 





Causinhas minhas... POESIA




 (imagem da NET)


 *Se algum dia...
 

Se algum dia
eu não estiver
estou... podes crer
mesmo que não haja presença

comigo não há indiferença
Se eu não estiver
estou... porque sei
do teu carinho por mim
do quanto me procuras
sei... que não terei fim...
Não te magoes se eu não estiver
estou... a teu lado a te proteger
na minha vida não há longe
o meu perto é o que conheces
caminho sem me ver
estou contigo como mereces
isso é o mais certo...
estarei como agora...
sempre por perto...

...algum dia...


 
 de:aileda/adeliavaz
 
 
 
 

Causinhas minhas... Poesia

























(Imagem da NET)

*Nem com tudo se brinca...

Há coisas p'ra brincar
brinquedos
simples invenções

outras preciosas
brinquedos
apenas bonitinhos
a fazer delícias
nos brincadores
a causar distracção
no menino
na menina
e até no grandalhão

Nem com tudo se brinca

brincar
faz parte da vida
para brincar há razão
Criança brinca
com emoção
Homens e mulheres
são brincadores
encantadores
por vezes se julgam ursinhos
encantados
com seus joguinhos
brincam
ao faz de conta
na secção de brinquedos da vida
brincam
com coisas sérias
Como brincar com amor....

Nem com tudo se brinca...

o amor é um menino grande
vive brincando no coração
de homem e mulher
brinquedo
encantador, amado
agradável, generoso...
quando desamparado
consequências e razões
levam a causas
desmancham, como crianças
o brinquedo que os entretém
e será pelo prazer
de saber o que está lá dentro?

Há coisas p'ra brincar

brinquedos
em doses de positivismo
protectores
interiormente fortificadores
nem com tudo se brinca...
com o amor
essa espécie de brinquedo
que até a ciência dá atenção
brinquedo por excelência
apesar de tradicional
à matemática dá experiência
torna-se dilema especial
juntos em um mais um:
dois.... já não são!

[Nem com tudo se brinca...

brinquedos
existem...para todas as idades ]


de:aileda/adeliavaz